Caelum Day in Rio – Muito Sol e excelentes palestrantes

Caelum day in Rio
Caelum day in Rio

Mesmo com todo o sol que convidava os cariocas e visitantes a refrescarem-se nas frias águas das praias cariocas, houveram pouquíssimas cadeiras vazias no primeiro evento, da Caelum unidade Rio, intitulado Caelum Day in Rio.

Ao todo 120 e participantes, entre desenvolvedores atraídos pelas palestras e light talks

e líder técnicos e gerentes atraídos pelo keynote do Phillip Calçado sobre como trabalhar com o dia-a-dia de equipes ágeis sobre  o foco de um líder de projetos.

Como todo evento ou curso da Caelum, palestrantes e coffee breaks incríveis. O evento começou pontualmente com algumas palavras sobre tendências e o posicionamento da Caelum no mercado proferidas pelo Paulo Silveira, em seus Por que estou aqui ? 7 curtos slides. Em seguida foi iniciada a palestra do Phillip Calçado.

Tudo que eu gostaria de saber antes de ter virado um líder técnico

Tudo que eu gostaria de saber antes de ter virado um líder técnico

O Phillip iniciou  falando sobre o seu entusiasmos na apresentação do keynote, que já propõe pelo seu formato algo ágil e cheio de novidades, reunindo algumas lições aprendidas durante os seus anos como líder de equipes. Durante esta abertura ocorreu um fato que foi nomeado pelos corredores do evento de a vingança dos agilistas; o Phillip já havia durante o inicio da palestra informado que não se sentia muito a vontade com microfones e que as vezes algo que não devia sair escapulia,  e foi exatamente o que aconteceu quando em uma troca de palavras acabou por sair um “chefe de equipe”, antes que este pudesse corrigir a troca de palavras, o projetor e as luzes da área de palestras foram desligadas…

Brincadeiras a parte, a palestra foi excelente, foram apresentadas de uma forma bem inusitada, com paralelos entre filmes e estratégias ante-zumbis, dicas sobre como um líder técnico deve auxiliar sua equipe, promovendo mudanças e criando barreiras para realizar entregas aos clientes.

Segundo o Phillip o mundo mudou bastante durante estes anos em que ele vem liderando equipes, e o nível de exigências que eram feitas antes nas primeiras versões dos softwares não acontecem mais com muita freqüência; as pessoas possuem hoje, toda uma experiência na utilização de sistemas profissionais, o endeusamento que prevalecia nas decisões de design de projetos e interface não são mais realidade. Na criação de software existe muito a se decidir, e o cliente quer fazer parte de cada uma destas decisões. Segundo o Phillip os clientes já foram mordidos em outros projetos e versões e estarão bem atentos e na maioria das vezes contrários as decisões de sua equipe, e um líder técnico tem que fomentar  em sua equipe a tomada das seguintes decisões, ou você se conforma e tenta viver, o que para ele não deve ser feito se você tem “um mínimo de paixão pelo que faz”; ou você pode procurar sobrevivência, por meio de aprendizagem, esforço e aplicação; mas o cliente não se importa como você está fazendo as coisas e sim o valor que sua equipe está entregando, então o jeito de sua equipe sobreviver é por meio da entrega de valor, o tempo todo, no momento exato e antes que seja tarde demais.

Porém o mundo não é tão perfeito os imprevistos acontecem, e como um bom líder técnico é seu dever evitar que isto interfira na entrega repetível de valor ao seu cliente. Em um bom filme de terror a primeira e preferida forma de escapar dos zumbis é criando barreiras. Segundo Phillip, as barreiras em projetos de software vêm em camadas, são elas:

  • desenvolvimento;
  • integração;
  • verificação;
  • aceite;
  • produção.

O líder técnico deve estar sempre respondendo e fazendo sua equipe responder à questionamentos sobre, o que você faz funciona; o que você faz funciona só em sua máquina; o que eu fiz funciona bem como o que os outros estão desenvolvendo; o que você faz é exatamente o que foi pedido; o cliente confirmou que aquilo que você fez é exatamente o que ele quer; o que você fez funciona bem em produção; assim como encontrando os melhores meios para aumentar a velocidade em responder a estas perguntas, utilizando soluções técnicas como TDD, builds rápidos, integração contínua, DDD e comportamentais ou de processo como aproximar o cliente, entrega incremental e entrega freqüente.

Em seguida foi a vez do Fábio Kung, quem iniciou sua palestra cativando a nossa curiosidade através da pergunta de o que  era CLOUD ? A palestra foi ótima como em outros contatos (WebMobile Tech week 2006), e bastante informativa, ele que a pouco apresentou em seu blog a novidade de mudança de seus desafios indo para a localweb , apresenta agora em sua experiência os tipos de visão que podem ser dados em cloud ( SaaS, PaaS e IaaS ), comentando como cada um destes pode auxiliar o seu dia-a-dia evitando a reconstrução e o desperdício de recursos. Durante esta palestra foi passado um vídeo hilário de um dos concorrentes mundiais em cloud o  GOGRID; vale a pena conferir.

O Rafael Martinelli veio em seguida e deixou um gostinho de quero mais, conseguiu manter todos concentrados e presentes com um rápido light talk, sobre suas experiências na utilização de FLEX em empresas e casos da DClick, algo que foi assunto certo nas mesas durante o almoço.

Com o horário do almoço bem próximo, não sei se pelo estilo carioca de ser (maroto) ou se foi o tom desejado mesmo a palestra, achei bem interessante e espontânea a última palestra da manhã apresentada pelos instrutores da Caelum Rio, Sergio Junior e Luiz Costa; com certeza uma forma bem animada de mostrar algo não tão novo como RESTFUL.

Após o intervalo para o almoço, as palestras que seriam proferidas por Caue e Guilherme foram invertidas; então muitos encontraram na chegada as novidades do VRaptor 3 que eram apresentadas pelo Filipe e Guilherme, “um pouco parecida” com a palestra apresentada durante o falando em java 2009, para mim que não tinha ido ao evento em São Paulo… foi realmente algo a se aproveitar, e já estou pensando em dar uma provada e quem sabe escrever algo por aqui….

O Caue Guerra começou um pouco atrasada a sua apresentação sobre como foi o ano em Ruby on Rails no Brasil, como uma que uma continuação ao artigo 2009, ano do Ruby on Rails no Brasil apresentando todos os indicios e provas de que Ruby on Rails alem de maduro já não é tendência e sim realidade.

Após esta palestra devo assumir, o pessoal da Caelum tem sem dúvida uma tradição em coffee breaks muito boa, passei um mês em São Paulo em 2008 com coffee breaks da Caelum algo de outro mundo…. PARABENS por essa, vocês fazem nossas conversas entre palestras muito felizes……..

Após a volta do coffee tivemos duas apresentações relacionadas a banco de dados, um sobre frameworks de ORM, com o Paulo Silveira e em seguida sobre NoSQL ,not only SQL, como veio a modificar o palestrante Nico Steppat.

O evento terminou com o sorteio de alguns brindes…. boa parte da galera deve ter feito até despacho para conseguir o maior prêmio o Nintendo Wii, mas fiquei bem feliz de ter ganho entre os poucos sorteados um ano de hospedagem e um domínio junto a localweb assim como uma camiseta e um caderno da thoughtworks.

Então a todos que foram ou não e quiserem ter mais informações sobre o mesmo comentem e vamos ver até aonde nossa memória pode nos levar… Valeu palestrantes vocês como sempre fizeram valer a pena o investimento de mais uma viagem nordeste -> sul. A Caelum, novamente parabéns seja no Rio ou São Paulo vocês estão sempre dando show.