Já tive um gerente que comia velocidade no café

Há um bom tempo venho observando as mais diversas formas utilizadas, pelos gerentes das equipes por onde passei, para realização dos acompanhamentos das minhas produtividades, e também dos outros membros para realizar suas estimativas. Alguns demoram muito analisando os misteriosos pontos de função, outros visualizam apenas linhas de código e só alguns, talvez os mais interessantes, viam a quantidade de funcionalidades entregues realmente da forma que satisfazia iteração após iteração o nosso cliente.

No scrum existe um conceito bem interessante para auxiliar as equipes em suas estimativas, abstraindo as complexas e mirabolantes práticas de previsão e chute utilizada em várias equipes, exigindo um pouco mais de interação entre desenvolvedores e clientes o planning poker se faz das experiências, da comunicação e porque não um pouco de diversão  para definir quão complexo algo pode ser. Esta métrica associada a velocidade de nosso time e nos ajuda a dizer quanto de software funcionado podemos entregar ao cliente.

Várias vezes ví clientes realmente contentes com as entregas, daqueles que você cruza pela rua e não precisa de forma alguma mudar de calçada, e mesmo com as entregas se repetindo iteração após iteração, meu gerente continuava comendo nossa velocidade logo cedo, no café da manhã.

Aparentemente pouco importava o sucesso, se havia espaço para empurrar mais tarefas era exatamente isso que ele queria.Conhecer a velocidade ideal do seu time, e acima de tudo o quanto você pode trabalhá-la é realmente um dom.  Não preciso nem dizer que quando a pressão aumenta, um time pode realmente trocar os pés pelas mãos, e onde a tarefa de estimar era diversão torna-se um pouco a brincadeira de justificar o porque de não se estar aumentando a velocidade dia após dia.

Olhar só os números e os gráficos pode as vezes lhe fazer perder de vista o mais importante, entregar sempre mais e mais produto que o cliente precisa!!