Sucesso na medida certa – Métricas de vaidade

[Sucesso na medida certa - Métricas de vaidade][1]
Sucesso na medida certa – Métricas de vaidade

Ví recentemente um time de desenvolvimento apresentando aos gerentes, a defesa da qualidade como agente de crescimento. Eles estavam apresentando em um gráfico que demonstrava que quando eles começaram a focar em qualidade, obtiveram um crescimento no número de cadastros. Já o setor de marketing um dia depois após esta apresentação, reclamou os créditos, e apresentou as propagandas como fator no aumento de 170%… Qual deles foi realmente o gatilho para o sucesso?!? Talvez, ambos?

Muitas vezes na busca pelo sucesso possível, ou imediato esquecemos as verdadeiras metas. No exemplo anterior tivemos o aumento dos cadastros, o que por si só é excelente! Entretanto nada aconteceu em relação as assinaturas, que é a forma direta de monetização. Os relatórios e debates visavam estratégias para se ampliar as taxas de conversões, e tudo o que se foi justificado e planejado a execução afetou apenas os cadastros.

Quando buscamos o sucesso, precisamos das métricas e estratégias que apoiem nossas decisões, que nos apresentem fatos concretos as lacunas feitas a base de suposições em nossas estratégias. Parecer bem sucedido não é ser bem sucedido. O teatro do sucesso um dia é descoberto e as idéias acabam sendo abandonadas.

Nós não podemos nos basear só em totais acumulados! Nossos usuários, cadastros, vendas, e demais demandas, são sempre multifaceados, e por mais complexa que possa se tornar separa-los, a influência que cada um destes grupos pode indicar o caminho para o sucesso e podem fazer toda a diferença.

Uma métrica deve lhe auxiliar a refletir sobre sua situação atual, e planejar os próximos passos e escolhas, não se engane. Não se esqueça que suas métricas devem lhe ajudar a ver isso. Ou ainda mais, descobrir o que não esta dando certo, e corrigi-las no caminho.

Taiichi Ohno definiu, há algum tempo, dentro do modelo Toyota, o Genchi Genbutsu, que nos aconselha a sair e ver por nós mesmos os problemas, onde eles acontecem. Se algo não vai bem, precisamos ir e em loco descobrir quais afirmações e suposições possuíam variantes não observadas.

Precisamos parar as adivinhações e cientificamente quantificar e dividir grupos. Precisamos saber sobre quais pessoas nossas alterações foram efetivas, precisamos trabalhar em coortes ao invés de totais sem sentido.

Ao invés de relatórios com métricas de vaidade, precisamos trabalhar em termos dos três azes. Um relatório Acionável permitirá a todos a analise em termos de causa e efeito para obtenção dos índices resultantes, um relatório Acessível, permitirá a analise para que todos entendam e que possam acessá-los, e um relatório Auditável, permitindo a confiabilidade sobre os dados. Evitando constantes debates sobre a “situação real dos projetos”.

Mesmo assim ainda podem dizer que temos todos os dados estatísticos necessários, em relação ao que o cliente quer, podem aproveitar-se de pesquisas realizadas pelo MIT ou outra instituição, sabemos como o facebook atingiu a situação atual é só copiar, repetir ou modificar minimamente! Talvez não?!? Não podemos nos esquecer quão influente a cultura dos teus clientes pode ser. Talvez elas sejam bem diferentes dos demais lugares onde foram aplicadas as pesquisas. Lembre-se que existem comportamentos variados por cultura na qual o seu cliente está inserido; o dele no trabalho pode ser bem diferente do dele em casa! Onde foi feita a pesquisa? Em que ano? Qual a relação entre a cultura vivida no ambiente?

Vamos lá, todos possuem ótimas idéias em algum ponto da vida. Então porque nós não as criamos? E quem sabe enquanto fazemos isso colocamos no papel a estratégia como um grande mapa rascunhado, no qual podemos a cada encruzilhada parar e pensar mas sem nunca perder o foco na meta final. Pensar sempre, fazer as vezes e remover o quanto antes o que não estiver alinhado.

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